Entrevista com o psiquiatra Humberto Correa

Dezembro do ano passado a AMP, em assembléia na capital mineira, elegeu por aclamação a sua nova diretoria. Com a proposta de dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2012 , a gestão terá como desafios a maior participação dos psiquiatras nas decisões da AMP, o incremento das jornadas e eventos regionais,  a interação com jovens profissionais e a atenção às questões políticas que afetam o setor.

Para os próximos 4 anos estará à frente da entidade o psiquiatra Humberto Correa que é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (1991), Residência Médica em Psiquiatria pelo Hospital das CÍínicas da UFMG (1995), Mestrado em Pharmacologie et Pharmacochimie – Université Louis Pasteur-França (1998), Doutorado em Ciências Biológicas: Fisiologia e Farmacologia-pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001), Pós-Doutorado em Genética Molecular pela UFMG (2002) e Pós-doutorado pela Université Paris-Decartes-Hopital Sainte Anne em Paris (2010).

Atualmente ele é professor Titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da UFMG, membro permanente e orientador de mestrado e doutorado nos programas de pós-graduação em Medicina Molecular e de Neurociências, do qual foi um dos criadores.

Em entrevista exclusiva, Humberto Correa fala dos objetivos e desafios da gestão que vai conduzir. Confira.

 

  • Na sua opinião, a que se deve o fato da AMP ter uma nova diretoria que se propõe ser a continuidade da anterior?

Nos últimos anos a gestão da AMP conseguiu unir toda a psiquiatria de Minas Gerais em torno de um projeto. Sempre com o intuito de aproximar a psiquiatria da ciência, a AMP realizou reuniões continuadas no estado inteiro e isso permitiu que um grande número de psiquiatras se unisse a esse grupo para continuar esse processo.

  • Uma das propostas dessa gestão é a participação cada vez maior dos psiquiatras nas decisões da AMP, como isso está sendo feito?

Nós temos várias comissões regionais que fazem parte da AMP. Nós contamos com mais de 100 psiquiatras em Minas Gerais que, por sua vez, estão em contato com outros psiquiatras no estado inteiro.  Isso permite uma capilaridade grande da associação com várias regiões e possibilita a aproximação de profissionais em nossas decisões.   

 

  • Quais os pontos mais importantes dessa nova gestão ?

Ampliar a educação continuada no interior de Minas Gerais, nas cidades pólo do estado. Só nesse ano estão marcadas até agosto cinco jornadas regionais no interior.  Patos de Minas, Poços de Caldas, Montes Claros, Curvelo e Ipatinga estão confirmadas e esperamos ampliar esse panorama. Para nós é fundamental também manter os eventos anuais que deram certo e que já fazem parte do calendário brasileiro da psiquiatria.  Eles são referências para o setor  e  são muito importantes para a difusão do conhecimento. Além de outras características esses eventos são responsáveis pela aproximação da psiquiatria mineira com importantes nomes nacionais e internacionais da psiquiatria. O outro ponto importante é a defesa política dos interesses do psiquiatra nas instancias pertinentes a nível local e nacional. Teremos uma atenção espacial a esse aspecto.   

  • Quais são os grandes desafios para a AMP hoje?

O principal desafio é mesmo atrair os jovens médicos.  Por uma série de questões, inclusive do momento em que o país vive hoje, o jovem médico está muito desacreditado das instituições. O grande desafio é atrair esse jovem, incluí-lo nas discussões e decisões do setor.

  • O Congresso Mineiro agora se chama Jornada Mineira de Psiquiatria. Como ela será esse ano?

Basicamente o formato é o mesmo dos últimos anos, o tema escolhido para 2018 foi “A psiquiatria em tempos de fluidez” exatamente para discutir questões contemporâneas onde tudo é descartável.  Somos pessoas absolutamente superficiais e nada dura muito tempo. Como isso impacta na vida das pessoas na vida da sociedade como um todo? E na própria clínica psiquiátrica? Já que os sintomas mudam muito com o passar do tempo, como a psiquiatria vai lidar com esses conflitos?

 

  • E quais as expectativas da XX Jornada Mineira de Psiquiatria ?

Já temos vários palestrantes confirmados.  Brasileiros e estrangeiros. São profissionais de excelência e as palestras serão de alto nível. Teremos uma jornada muito rica, muito intensa. A nossa expectativa é que esse ano a gente quebre o recorde de público novamente. 

 

Diretoria AMP – 2018/19

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