Setembro Amarelo movimenta Assembleia Legislativa com debate sobre suicídio

Aproximadamente 100 pessoas estiveram segunda-feira (25/09) no auditório José de Alencar da Assembléia Legislativa de Minas Gerais para participar do debate público Suicídio: como prevenir. Com a presença de psiquiatras e profissionais de outras áreas o debate durou cerca de quatro horas com transmissão ao vivo pela TV Assembleia. A Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) esteve representada pelo seu presidente Maurício Leão, além dos psiquiatras Humberto Correa, Maila de Castro e Frederico Garcia.

O evento foi conduzido pelo deputado estadual e também psiquiatra, Antônio Jorge, idealizador da iniciativa. Para ele, a ALMG “está estimulada pelo Setembro Amarelo, uma ação internacional que ganha eco no Brasil. Temos a AMP como proponente forte dessa divulgação e os colegas psiquiatras têm o papel fundamental para o enfrentamento do tema”.  Na abertura do evento, Maurício Leão chamou atenção para a iniciativa do deputado em promover o evento e da importância de se discutir o tema junto à sociedade. “Esse momento em que estamos no Setembro Amarelo, é muito importante a participação da Assembleia Legislativa nesse contexto. Ter essa casa como parceira é uma conquista para o setor”.

Logo após a abertura, o psiquiatra Humberto Correa fez o panorama geral sobre o suicídio na sua perspectiva histórica em diversas civilizações com documentação e personalidades importantes do passado. Ele também analisou certos experimentos que resultaram em conclusões positivas na prevenção ao suicídio.  Cidades como Montreal ou Londres mudaram aspectos simples do cotidiano e tiveram resultados surpreendentes. Correa apontou a característica impulsiva do suicídio e como isso pode ser usado em sua prevenção.

Depois, o jornalista Carlos Viana falou sobre o suicídio e a mídia. Ele apontou como o assunto é tratado e as preocupações que surgem a partir de algumas posições dos veículos de comunicação sugerindo “uma revisão na condução do tema que é de interesse público”. E salienta: “A imprensa, nós que noticiamos diariamente, nós refletimos aquilo que a sociedade quer ver e precisa saber, essa é a principal função da imprensa”.   Viana fala ainda sobre  importância de iniciativas como esse debate. “Eu vejo com muito bons olhos essa liderança e essa premência da Assembleia Legislativa em chamar atenção sobre o suicídio. Minha opinião é de que os governos deveriam obrigatoriamente passar a tratar esse assunto como saúde pública em programas para prevenção ao suicídio”.

O coordenador do Centro Regional de Referências em Drogas da UFMG, Frederico Garcia abriu a mesa 2 que tratou sobre Suicídio em Populações Especiais. Em sua fala, ele apontou os problemas do uso de drogas no contexto do suicídio, da gravidez indesejada e da violência. O uso de drogas, segundo Frederico, pode despertar o impulso e a coragem de se cometer suicídio.

A psiquiatra e professora da UFMG, Maila Castro, falou sobre o Suicídio em Pessoas com Doenças Graves.  Como pacientes se comportam em relação ao tema e como podem ser afetados por ele. Maila falou ainda sobre a iniciativa da ALMG em relação ao suicídio. “Eventos como esse são muito importantes para a prevenção do suicídio, extravaza nossos estigmas e nossos preconceitos, substituindo pelos conhecimentos que são necessários para conseguirmos abordar e tratar esse tema de maneira adequada”, afirma. Para fechar o evento, o geriatra do Hospital das Clínicas da UFMG e médico legista da Polícia Civil, Gustavo Nogueira Cardoso falou sobre Suicídio em Pessoas Idosas. Como a terceira idade é afetada e como o diálogo sobre o tema pode ajudar na sua prevenção.

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