XIX Congresso Mineiro de Psiquiatria movimenta o feriado na capital mineira

Centenas de inscritos participaram de intensa programação no maior evento de psiquiatria de Minas Gerais

 

 “Foi um grande congresso com temas importantes e as mesas bastante concorridas. A minha especialidade é esquizofrenia,mas eu fui assistir a uma mesa sobre maconha, mostrando o quanto a maconha compromete a pessoa  e facilita o desencadeamento de psicoses particularmente a esquizofrenia” .

Itiro Shirakawa, psiquiatra e professor titular da Universidade Federal de São Paulo                                                                                   

 

Dia 15 de junho, feriado nacional de Corpus Christi, 09 horas da manhã. A sede da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), na Avenida João Pinheiro, em Belo Horizonte, está fervilhando de gente. Das escadas do 2º andar desce uma grande fila que percorre vários degraus abaixo. Centenas de pessoas estão se inscrevendo ou buscando informações. Os corredores e galerias estão apinhados de pessoas e o burburinho já é alto. Médicos, profissionais, estudantes, organizadores e expositores movimentam a AMMG.  Começa o XIX Congresso Mineiro de Psiquiatria, com o tema “A Psiquiatria no Ciclo da Vida”.

Dividido em 43 palestras, conferências e mesas redondas, o Congresso de 2017 foi distribuído em cinco salas. Nas quase 65 horas de discussão e ampliação do conhecimento, estiveram os mais de 700 participantes envolvidos no evento. Para o presidente da Associação Mineira de Psiquiatria, Maurício Leão, esse ano “o congresso foi uma amostra da sua importância e de sua consolidação como maior evento regional de psiquiatria do país”.  Segundo ele, “os números mostram a qualidade e proporção que os congressos mineiros atingiram de alguns anos para cá”.  Os números realmente são grandes. Mais de 70 trabalhos foram enviados para serem expostos e as galerias estavam sempre cheias.

Frederico Garcia, um dos organizadores do evento e coordenador de ciência e ensino da Associação Mineira de Psiquiatria considera que o congresso foi um sucesso. E uma das razões disso foi a valorização dos profissionais mineiros. “ Conseguimos reduzir custos do congresso, valorizando os colegas psiquiatras e clínicos do estado que representaram mais de 85% dos apresentadores, coordenadores e palestrantes”. E admite:  “isso reforça o compromisso da AMP de estar constantemente valorizando os nossos colegas mineiros e os sócios da associação”.

Para o psiquiatra Fernando Grossi, o evento desse ano consolida um ciclo de trabalho, com o qual a diretoria da Associação Mineira de Psiquiatria coroa, com êxito, os congressos para  os psiquiatras mineiros. Já o psiquiatra José Raimundo Lippi, organizador dos dois primeiros congressos mineiros, presença permanente do evento, salientou o que representa para ele o congresso desse ano. “O evento muito bem organizado e como sou um, digamos, jurássico (risos), vários psiquiatras que estão na organização foram meus alunos, o que me orgulha muito”.

Fazendo um contraponto temporal, o estudante do 4º ano de medicina da UFMG, Gustavo Rodrigues Duarte, fala da experiência de participar do Congresso esse ano. “Eu achei muito bom. As palestras foram esclarecedoras, principalmente em relação à medicação e outros temas também”. Ele ainda destaca: “acho que participar de congressos dessa natureza nos norteia, podemos apreender sobre as espacialidades, como elas são, como trabalham”.

Dos inscritos, 76 enviaram trabalhos, o que reforça a opinião da secretária adjunta da Associação Brasileira de Psiquiatria, Maria de Fátima Vasconcelos.  “Nos últimos anos o Congresso Mineiro de Psiquiatria tem sido um sucesso absoluto. Ele tem demonstrado a potência de trabalho da AMP junto com a universidade no sentido de melhorar a pesquisa e o trabalho clínico dos profissionais de Minas Gerais”. E adianta: “A organização está de parabéns e pretendo estar aqui estar aqui no próximo ano”.

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