XXI Jornada Mineira de Psiquiatria, recorde de público e sucesso total

A XXI Jornada Mineira de Psiquiatria realizada nos dias 20 a 22 de junho bateu recorde absoluto em toda a história de eventos da especialidade em Minas Gerais. Este resultado consolida o evento como o segundo maior do Brasil, atrás apenas do Congresso Brasileiro de Psiquiatria. Para o presidente da AMP, Humberto Correa, o resultado positivo da Jornada é uma prova do trabalho incansável da equipe organizadora, que não mediu esforços para que  os temas e assuntos de todos os cursos, mesas redondas, simpósios e work talks fossem de real interesse do púbico interessado.

Mais de 100 palestrantes, vindos de doze países diferentes estiveram debatendo com os congressistas da XXI Jornada Mineira de Psiquiatria, e dos eventos que ocorreram paralelamente como a Jornada ABP Sudeste de Psiquiatria,  IV Simpósio Latino-americano de Prevenção ao Suicídio e do XVV Simpósio de Neuromodulação. Os eventos foram resultado da parceria entre a AMP e instituições como a  Associação Latino-americana de Suicidologia (ASULAC) e a Associação Brasileira de Estimulação Cerebral (ABECer) além da ABP Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e de nossas coirmãs mineiras.

“A Psiquiatria e suas Conexões, tema central do evento, enriqueceu ainda mais a programação, sempre voltada uma sociedade cada dia mais conectada com os novos tempos e novas demandas”, finaliza o presidente Humberto Correa.

A abertura dos três eventos, XXI Jornada Mineira de Psiquiatria, XV Jornada Sudeste de Psiquiatria e IV Simpósio Latino-americano de Prevenção ao Suicídio ocorreu na quinta feira à noite, com a entrega do Prêmio AMP de Jornalismo, seguida de duas conferências, a primeira proferida pelo pesquisador e psiquiatra dos Estados Unidos, Jair Soares, com o tema: “Novel strategies for management and treatment of refractory depression”. A segunda conferência sobre “Neossexualidade e seus impactos sobre a psiquiatria” foi realizada por Carmita Abdo, presidente da ABP e professora da Universidade de São Paulo (USP).

Em sua conferência, a presidente da ABP enfatizou a importância da educação e do autoconhecimento sexual à qualidade de vida dos indivíduos. “Hoje, não podemos considerar a transsexualidade, por exemplo, apenas como um transtorno de identidade. É necessário um cuidado muito maior, pois a pessoa também está sofrendo, já que as questões de sexualidade afetam muito a sua qualidade de vida”, diz.

Carmita ainda enfatizou que a educação auxilia não só na descoberta individual como também na mudança da percepção social acerca da sexualidade: “A partir do momento que educamos e reeducamos um povo, a sexualidade também adquire resultados muito positivos, não só por desconstruirmos mitos e padrões, mas porque o conhecimento sobre o que é sexualidade afeta positivamente a forma como lidamos com nossos problemas emocionais ou físicos”

Claudio Meneghello, diretor secretário da ABP, Mauricio Leão, diretor tesoureiro da ABP e da AMP, Alfredo José Minervino, vice-presidente da ABP e Humberto Correa, presidente da AMP. Foto: Kyze Quintela

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