Em junho capital mineira será palco do XIX Congresso Mineiro de Psiquiatria

Evento que se tornou o mais importante congresso regional de psiquiatria do país vai contar com palestra para público leigo sobre suicídio

Belo Horizonte acolherá este ano o XIX Congresso Mineiro de Psiquiatria com o tema “A Psiquiatria no Ciclo da Vida”. Durante três dias, psiquiatras, residentes, acadêmicos e outros profissionais de saúde terão a chance de congregar e discutir com os mais importantes nomes do setor sobre os últimos avanços e desafios a serem enfrentados para melhorar a saúde mental da população. A novidade desta edição fica a cargo de uma palestra aberta ao público sobre suicídio, que acontecerá no dia 17/06, a partir do meio dia. Palestra esta que será coordenada pelo professor Humberto Correa e pelo Grupo de Enlutados pelo Suicídio.

Há uma grande urgência em se renovar e inovar na atenção à saúde mental, sobretudo repensando nossas políticas de saúde. As doenças psiquiátricas têm um peso social e econômico importantes. Dados mundiais apontam que as doenças mentais são a primeira causa de invalidez e a segunda causa de afastamento do trabalho e que elas diminuem em até nove anos a esperança de vida. São doenças altamente prevalentes, afetando até 20% da população a cada ano no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.

As doenças psiquiátricas iniciam-se, em sua maioria, em adultos jovens e adolescentes e, muitas vezes, leva-se até anos para que sejam diagnosticadas. Da primeira infância aos idosos todos estão vulneráveis ao desenvolvimento de um transtorno psiquiátrico. Para psiquiatra Frederico Garcia, da Comissão de Ciência e Ensino da Associação Mineira de Psiquiatria, “a maior parte dos transtornos mentais é longitudinal, começa muito cedo e perdura por toda a vida. A idéia de dar o tema Ciclo da Vida para o XIX Congresso Mineiro de Psiquiatria foi de congregar especialistas de cada subespecialidade da psiquiatria para discutir sobre cada um dos principais transtornos psiquiátricos”, afirma.  

A proposta nesta edição é discutir como as doenças psiquiátricas se manifestam em cada fase do ciclo da vida e como uma abordagem psiquiátrica e de saúde mental podem mudar o curso dessas doenças. Ainda segundo Garcia, o congresso vai contemplar temas clínicos, de pesquisa, psicoterapias e questões sociais. “Queremos assegurar que além do transtorno, o paciente seja sempre tratado na sua integralidade. Não se trata somente de um tratamento farmacológico, mas, sobretudo, de uma mudança de estilo de vida”, afirma. Para ele, esta discussão justifica-se pelo surgimento dos transtornos psiquiátricos emergentes, como as dependências comportamentais, e do prolongamento da vida e da melhoria das perspectivas das pessoas com doenças mentais, com a melhoria da assistência psiquiátrica.

Programação completa no site: www.psiquiatria2017.com.br

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