Jornada reúne em Belo Horizonte grandes nomes da psiquiatria nacional

Centenas de profissionais e congressistas se encontram na AMMG durante três dias

 

A XX Jornada Mineira de Psiquiatria proporcionou, na capital mineira, o encontro de importantes nomes da especialidade nos dias 14, 15 e 16 de junho. A sede da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) recebeu um grande número de pessoas e foi palco de intensa programação científica. O maior evento da Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) teve este ano duas programações paralelas e reuniu cerca de 500 pessoas entre inscritos e profissionais envolvidos. O XIV Simpósio Internacional Diálogos entre a Clínica e as Neurociências teve o tema Prevenção do Suicídio: Da Molécula à Cultura e se estendeu durante os três dias da Jornada. Outra programação, que envolveu cerca de 100 pessoas, foi o I Fórum das Ligas Acadêmicas e de Psiquiatria e Saúde Mental de Minas Gerias. Ele aconteceu durante o dia 16 e teve bastante destaque durante a Jornada Mineira de Psiquiatria que, este ano, teve como tema A Psiquiatria em Tempos de Fluidez.

A abertura oficial do evento aconteceu no dia 14, às seis da tarde. Nela compareceram os mais ilustres psiquiatras de Minas e do Brasil como José Raimundo Lippi, Paulo Repsold, Antônio Geraldo da Silva e os presidentes Carmita Abdo e Humberto Correa, da Associação Brasileira de Psiquiatria e da Associação Mineira de Psiquiatria, respectivamente. Em sua fala de abertura Humberto Correa explicou a escolha do tema da jornada deste ano: A Psiquiatria em tempos de Fluidez: “Vivemos em tempos líquidos, onde tudo o que parece sólido, ‘desmancha no ar’. Tempos que causam incertezas nos indivíduos, modificam comportamentos, as relações interpessoais e a própria clínica psiquiátrica”.

Conferências de abertura

Logo após a solenidade, a conferência de abertura teve como tema a Legalização das Drogas. O psiquiatra Antônio Geraldo lembrou o papel histórico e negativo das mídias que ressaltavam e informavam erroneamente os “benefícios” de algumas drogas no decorrer de muitos anos. Ele demonstrou preocupação em relação a alguns veículos de comunicação e profissionais da mídia que apóiam a legalização da maconha e que estão em campanha aberta em defesa dela, apontando os perigos dessa liberação e os riscos do uso da maconha para alguns transtornos metais ou para pessoas com propensão a dependência química.

Para fechar a primeira noite da Jornada, o psiquiatra português Ricardo Gusmão falou sobre os resultados da Aliança Europeia Contra a Depressão. Ele explicou como essa aliança funciona na prática e como foram reagindo às populações de todos os países europeus. Para ele, “não há saúde sem saúde mental” e reafirma a importância no investimento à prevenção e tratamento “para cada 1 dólar investido em saúde mental resulta em 4 dólares para a sociedade”, afirma.

 Programação científica

Os assuntos discutidos tanto na jornada, como em seus eventos paralelos, estabeleceram uma conectividade com o tema central. O uso excessivo de novas tecnologias, dependência de jogos eletrônicos na infância e adolescência, dependências no idoso, transgêneros na infância e na juventude, legalização das drogas, suicídio e sua prevenção entre estudantes de medicina, psicoterapias na fluidez e realidades dos tempos fluidos são alguns exemplos de assuntos que dialogaram com o tema A Psiquiatria em Tempos de Fluidez. Para o psiquiatra e presidente da XX Jornada Mineira de Psiquiatria, Frederico Garcia, “o grande desafio é nos permitir pensar e compreender que o funcionamento do mundo mudou, talvez nem melhor, nem pior, mas diferente. Nestes momentos de inflexão da trajetória da nossa história somos convocados a refletir, discutir e aprimorar nossa visão em prol de uma clínica mais humana”.

 

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