Ciclo da Vida, expectativas e legados

Com a aproximação do XIX Congresso Mineiro de Psiquiatria, o psiquiatra Frederico Garcia da Comissão Ciência e Ensino da Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) fala sobre o evento. Ele apresenta as expectativas e quais serão os pontos altos do congresso.  A dois meses do evento, Federico apresenta as questões mais importantes. “Fizemos uma grade mais enxuta e tivemos o cuidado de não cruzar temas semelhantes num mesmo horário.” Ele ainda comenta alguns critérios que foram adotados para desenvolver o tema desse ano. “A idéia de dar o tema Ciclo da Vida (…) foi de congregar especialistas de cada subespecialidade da psiquiatria para discutir sobre cada um dos principais transtornos psiquiátricos”. Aquele que é o maior evento regional de psiquiatria do país tem grandes nomes esse ano em sua programação e se abre também para participação do público em geral.

Confira a entrevista:

 

1 – Por que o tema “A Psiquiatria no Ciclo da Vida” para o Congresso de 2017?

 

A psiquiatria tem crescido e se sofisticado muito nos últimos anos. Esse aprimoramento levou a ampliação do conhecimento sobre as especificidades das doenças psiquiátricas em cada etapa da vida. Estas especificidades são hoje representadas pelas subespecialidades: a psiquiatria da infância e adolescência, a psiquiatria geral e a Gerontopsiquiatria ou psiquiatria do idoso. Tanta especificidade, por vezes, acaba esquecendo que não podemos segmentar os pacientes com doenças mentais em fases de sua vida. A maior parte dos transtornos mentais é longitudinal, começa muito cedo e perdura por toda a vida. A idéia de dar o tema  Ciclo da Vida para o XIX Congresso Mineiro de Psiquiatria foi de congregar especialistas de cada subespecialidade da psiquiatria para discutir sobre cada um dos principais transtornos psiquiátricos e trazer de volta a essência do que há em cada um destes transtornos. Queremos assim assegurar que além do transtorno, o paciente seja sempre tratado na sua integralidade. Não se trata somente de um tratamento farmacológico, mas sobretudo de uma mudança de estilo de vida.
2 – Quais os pontos altos do Congresso?

 

Para os colegas, asseguramos um congresso abrangente e que contempla temas clínicos, de pesquisa, psicoterapia e questões sociais. Fizemos uma grade mais enxuta e tivemos o cuidado de não cruzar temas semelhantes num mesmo horário, de maneira que o participante poderá traçar um percurso na programação tendo menos chances de não poder assistir uma ou outra apresentação importante. O congresso também está valorizando o trabalho de nossos colegas do interior e realizará mesas das regionais do estado, destacando a produção científica e clínica que tem sido produzida em Minas Gerais.  Inovamos abrindo espaço para o público geral. No sábado, 17 de junho, faremos uma palestra para informar e tirar os estigmas das doenças mentais. Essa aproximação entre a psiquiatria e a sociedade nos parece fundamental.
3 – Qual a expectativa de público e de resultados do Congresso?

 

Pelo grande número de inscrições que já foram feitas aproveitando os descontos que propusemos, acreditamos que teremos entre 400 e 600 colegas psiquiatras. Fizemos um trabalho especial com os coordenadores dos programas de residência e com as Ligas de Psiquiatria do estado para assegurar a presença dos jovens psiquiatras e futuros psiquiatras no congresso. Além de preços preferenciais, eles terão espaços na programação, como a Mesa das Ligas de Psiquiatria, a sessão de casos clínicos e de apresentação de temas livres. Teremos também uma premiação para os melhores trabalhos nas categorias de poster, tema livre e caso clínico.
4 – O que o participante vai encontrar no Congresso?

 

Além de uma programação feita com muito cuidado, trabalhamos com afinco para que não somente o conteúdo, mas também a qualidade dos apresentadores seja um ponto de destaque no congresso. Além das conferências, mesas redondas, os participantes dispõem de acesso aos cursos. Os cursos vão abranger, sobretudo, questões clínicas de grande relevância ao psiquiatra. Destaco aqui o curso sobre Mindfullness, que é uma nova forma de terapia que tem sido muito eficaz no tratamento e prevenção de doenças mentais e o curso sobre a abordagem do paciente idoso. Além do conteúdo, cuidamos para que houvesse tempo livre para que os colegas possam se encontrar, conversar e estabelecer colaborações. Acreditamos que o congresso deva ser não somente um momento de formação continuada, mas também de colaboração e networking.
5 – Quais os convidados mais importantes?

 

Teremos no Congresso a presença da Prof. Carmita Abdo, que irá abordar sobre Sexualidade e depressão no ciclo da vida da Mulher. A Profa. Carmita além de ser uma pesquisadora de ponta é uma palestrante de grande qualidade e hoje é a presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Traremos também o Dr. Antônio Geraldo que irá falar da importância da saúde mental no trabalho.  O Dr. Quirino Cordeiro é hoje o Secretário Nacional de Saúde Mental e irá traçar um perfil da atenção à saúde mental no SUS e qual a sua visão para este cuidado nos próximos anos. Contamos também com palestrantes do estado de grande envergadura, como o Prof. Humberto Corrêa que irá proferir uma conferência sobre prevenção do suicídio.

 

AMP

 

 

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