XIV Simpósio Internacional Diálogos entre a Clínica e as Neurociências analisa o suicídio

Presidente da AMP faz conferência sobre o tema para  profissionais e alunos da área médica

 

A Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) realizou nos dias 14, 15 e 16 de junho o maior evento regional da psiquiatria do país. Com cerca de 500 pessoas entre inscritos e profissionais envolvidos, a XX Jornada Mineira de Psiquiatria teve, em sua programação, dois eventos paralelos. Um deles foi o I Fórum de Ligas Acadêmicas de Psiquiatria e Saúde Mental de Minas Gerais e o outro XIV Simpósio Internacional Diálogos entre a Clínica e as Neurociências, que teve programação nos três dias da Jornada.

O Simpósio recebeu grandes nomes da Psiquiatria para discutir a Prevenção do Suicídio: Da Molécula à Cultura. Os convidados internacionais, Marco Sarchiaponi (Itália) e Ricardo Gusmão (Portugal) se juntaram a personalidades como Raimundo Lippi, Alexandrina Meleiro, Karen Scavacini, Soraya Carvalho Rigo e Humberto Correa. Este último, além de presidente da AMP, foi responsável pela conferência Suicídio em Médicos e em Estudantes de Medicina. O tema tem preocupado a comunidade médica e psiquiatra depois que vários acontecimentos e tentativas foram registrados nos últimos meses entre os alunos.

No começo de sua fala Correa apresentou um histórico sobre o suicídio no decorrer dos séculos e um pouco dos perfis suicidas. Logo depois, ele apontou números que mostram que a mortalidade por suicídio era, e continua sendo, maior entre os médicos quando comparados os números com outras profissões. Segundo Correa, “quando o médico descobre uma doença mental, ele não procura socorro”. E argumenta que a profissão carrega o estereótipo que o médico é perfeito.

“A primeira causa de morte entre residentes entre homens e mulheres é o suicídio e 27% deles têm períodos depressivos durante o curso”, analisa. Humberto Correa afirma ainda que o contágio nos casos de suicídio existe em comunidades escolares e algumas experiências são responsáveis por alguns resultados adversos. “Houve um aumento de 400% no número de pedido de ajuda ao Centro de Valorização da Vida (CVV) depois da estréia da série 13 Reasons Why”. Ele conclui ressaltando que a “prevenção é possível com educação e a organização de serviços específicos a serem oferecidos à sociedade”.

 

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