Congresso de suicídio é um dos pontos altos da XXII Jornada Mineira de Psiquiatria

Maior evento regional da psiquiatria brasileira consegue reunir grandes nomes da prevenção ao suicídio do continente

O último dia das conferências do IX Congresso Latino-Americano de Prevenção do Suicídio foi uma mostra do excelente nível que percorreu todo o evento. O congresso, em seus cinco dias anteriores, já havia contado com nomes como Marco Antonio Campos, psiquiatra chileno presidente da “Fundación Vínculos”, representante do Chile na Associación Suicidología de Latinoamérica y el Caribe (ASULAC) e cofundador do Centro de Psicoterapia y Acompañamiento Constructivista Postracionalista de México. Participações de  psiquiatras como as uruguaias Silvia Pelaez e  Maria José di Agosto da ONG Último Recurso que estiveram no congresso para falar sobre o suicídio entre policiais no país vizinho. Personalidades como o psicólogo mexicano  Luis Miguel Sánchez Loyo, doutor em Ciências do Comportamento, professor na Universidade de Guadalajara e psicólogo clínico  e de intervenção em crises e várias outras  dão uma ideia do peso do evento e do papel que ele ganha no calendário psiquiátrico latino-americano.

A manhã do sexto e último dia começou com a conferência do psiquiatra cubano Sérgio Perez com o tema QUE PUEDO HACER PARA PREVENIR EL SUICÍDIO?  Perez fez uma análise consistente dos aspectos que interferem na prevenção ao suicídio e como lidar com essa realidade. Para ele uma grande dificuldade é falar sobre o assunto. Desmistificar o tema é um passo importante para conseguir fazer uma abordagem adequada sobre o suicídio. Perez explica que não existem dificuldades em falar sobre doenças como tumor no pâncreas, ou outras quaisquer, mas o suicídio ainda encontra grande resistência para o ser humano conversar abertamente.

Para ele, desde criança, o indivíduo deveria ser informado que existem alternativas a remédios e que tratamentos adequados e uma vida saudável, podem evitar o uso de químicos. Perez também levanta os problemas de um tratamento mal feito e dos ganhos dos resultados positivos quando feitos adequadamente.  Ele analisa a importância do diagnóstico precoce e descreve como esse procedimento ganha contornos urgentes. O tempo e o encaminhamento para tratamento adequados são fundamentais para que se evite o suicídio.

Segurança social

Quando algumas questões sobre o suicídio são colocadas para uma análise um pouco mais profunda algumas respostas sempre surgem. Conforme  Perez, indivíduos com acesso a tratamentos de saúde qualidade e com bons especialistas, uma sociedade que garante acesso à educação para seus cidadãos desde criança e que terão perspectivas interessantes para suas vidas, segurança alimentar e de moradia digna, são realidades que evitam comprovadamente o número de suicídios em qualquer lugar do mundo.  Essas questões, segundo ele,  têm efeito muito positivo,  principalmente se estiverem aliadas a práticas religiosas e quando o papel da igreja é respeitado nesse panorama.

No decorrer da manhã o congresso ainda contou com a participação da psiquiatra sueca  Danuta Wasserman e do psiquiatra canadense Gustavo Tureki, além do brasileiro José Alberto Del Porto.

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