Em defesa da Psiquiatria e da Assistência de Qualidade ao Paciente. A psiquiatria, a política e a SMP: Quo Vadis?

Fechando a programação da XXII Jornada Mineira de Psiquiatria, a AMP dedicou  a tarde de sábado, 12 de setembro, a uma discussão que vem ao longo dos últimos meses preocupando os psiquiatras de Minas: a falta de leitos psiquiátricos  e o  fechamento de hospitais, como o Galba Velloso, referência no atendimento a doentes mentais no estado.

O webinar, que contou com a presença  do  secretário de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro, da coordenadora de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Maria Dilma Teodoro, do secretário de Estado de Saúde do Estado de Minas Gerais, Eduardo Amaral e do secretário adjunto, Luiz Marcelo Cabral, teve como mediadora a psiquiatra Paula Aparecida Gomes e as participações de Humberto Correia, presidente da AMP; José Raimundo da Silva Lippi, da Academia Mineira de Medicina; Paulo Repsold, membro da Câmara Técnica de Psiquiatria do Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais;  Cristiano Túlio Albuquerque, diretor de Mobilização do Sinmed-MG; Luciana Chamone Garcia, da comissão de Saúde Mental da OAB-MG,  além de outros psiquiatras e médicos de diversas áreas de atuação.

Em sua fala, o secretário levantou as dificuldades pelas quais passa o estado, explicando que o fechamento do Galba foi uma necessidade, tendo em vista o estado precisar de leitos para atendimento à Covid-19, tese questionada pela coordenadora da mesa, que cobrou do secretário uma política de mais resultados voltada para os portadores de doenças mentais. À cobrança, que partiu também de outros psiquiatras, acrescentou-se uma participação maior dos psiquiatras nas decisões de políticas públicas voltadas para uma melhor assistência aos pacientes psiquiátricos do SUS. O secretário se esquivou de algumas perguntas, mas deixou claro que o estado não tem recursos e que trata-se de uma questão a ser discutida pelos governos federal, estadual e municipais.

Quirino informa que o país tem normativas legais hoje para internações em hospitais psiquiátricos, mas isso não tem ocorrido, ocasionando um maior número de psicóticos nas ruas e nas cadeias, “fruto de uma desassistência psiquiátrica ocorrida nos últimos anos” diz.

No webinar diversos foram os assuntos levantados, entre eles,  o convite do secretário Eduardo Amaral à Humberto Correia para participar da próxima comissão do estado que estuda um projeto para melhorar o atendimento psiquiátrico em Minas. Maria Dilma sugeriu, ainda,  que as três instâncias do poder executivo se juntassem para, juntas, traçarem planos no mesmo sentido.

Confira na integra o a mesa redonda.

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