Oitavo evento do Ciclo de webinares da AMP, mais um sucesso

Ao iniciar a oitava videoconferência do ‘Ciclo de Webinares da AMP”,  o presidente da instituição e moderador Humberto Correa lembrou mais uma vez  da XXII Jornada Mineira de Psiquiatria. Ele citou ainda os eventos correlatos à Jornada  que vão ocorrer nos dias  03, 04, 05, 10, 11 e 12 de setembro de 2020. As inscrições já estão abertas no site da AMP.  “É a primeira vez que a Jornada será realizada 100% online e temos certeza que será um sucesso, como vem ocorrendo com os eventos idealizados pela nossa Associação, uma das fundadoras da moderna psiquiatria brasileira”, diz o moderador.

Humberto Correia, apresentou ainda os nomes dos palestrantes, Leonardo Baldaçara, professor da Universidade Federal de Tocantins e diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, que discorreu sobre ‘Emergência Psiquiátrica na Pandemia’ e Gustavo Lembi, coordenador de Residência do Centro de Referência  de Saúde Mental (Cersam) na cidade de  Betim, que falou sobre ‘O impacto da pandemia nos serviços de urgência psiquiátrica’. O evento contou ainda com a presença da psiquiatra Mercedes Alves, diretora secretária da Clínica Stimulus – Estimulação Magnética e da Sociedade Brasileira de Psiquiatria.

Conforme Leonardo Baldaçara, o tema da videoconferência é de especial importância para ele, porque desde o início da profissão verificou que a maioria dos psiquiatras têm pouca habilidade para este tipo de atendimento e que seria fundamental estudos mais aprofundados sobre o assunto.  “As emergências psiquiátricas podem ocorrer em qualquer local e elas diferem dos outros atendimentos em função do paciente estar em surto , colocando sua vida e a dos outros em risco”, diz o professor.  Entre as várias questões levantadas por Baldaçara, ele citou um estudo da Universidade de Michigan baseado em evidências científicas, que o atendimento ao paciente em delírio necessita ser investigado  para se descobrir a causa. O médico disse ainda,  que somente depois, deve-se  tratar o paciente com medicamentos; isso porque o sintoma comportamental pode estar ligado a uma causa orgânica, muitas vezes negligenciada pelo especialista.

Gustavo Leoni, o segundo palestrante do evento,  fez um relato de sua experiência no Cersam de Betim,que promove o acolhimento de pacientes em crise nos ambulatórios emergenciais, com atendimento em várias modalidades como permanência dia, noite, 24 horas e domiciliar. “Com o advento da pandemia, necessitamos esvaziar o espaço, daí, reduzimos o número de pacientes em permanência-dia, ampliamos a assistência domiciliar, diminuímos os atendimentos ambulatoriais, espaçando as consultas.Tudo isso foi e está acontecendo segundo a política de abertura ou fechamento  do comércio da cidade , por determinação do município”,  disse. O psiquiatra acrescentou, ainda, a preocupação com o afastamento de um número considerável de funcionários do trabalho não pela Covid-19, mas pela elevação do estresse e da angústia em função da pressão que a pandemia vem exercendo nas equipes de profissionais da saúde.

Em sua explanação como debatedora, Mercedes Alves lembrou que o atendimento emergencial exige do profissional médico habilidade e capacidade de decisão rápida, “daí ele também necessitar estar seguro em um ambulatório, onde a arquitetura favoreça o psiquiatra em atendimento, caso haja alguma reação violenta do paciente”, disse a psiquiatra comentando uma das observações de Leoni  Rossi.

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