Saúde Mental na Pandemia: as contribuições da Terapia Comportamental Cognitiva (TCC)

A nona edição do Ciclo de Webinares da AMP trouxe o  tema Saúde Mental na Pandemia: as contribuições da Terapia Comportamental Cognitiva (TCC), videoconferência que teve mais uma vez a participação do presidente da AMP, Humberto Correa, na condição de moderador. Após apresentar os palestrantes Lauro Guirlanda, mestre em psiquiatria e pós-graduado em TCC pela Unyleya e Amaury Cantilino, professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco, Humberto lembrou mais uma vez da realização da  XXII Jornada Mineira de Psiquiatria,  este ano 100% online,  com inscrições abertas no site : www.psiquiatriamg.com.br.

Por uma questão técnica, o debatedor Jésus Fernandes, vice-presidente da AMP, não pôde participar do evento, que teve início com a videoconferência do psiquiatra Lauro Guirlanda sobre o assunto “Empatia e Compaixão”.

Para Lauro, qualquer terapeuta de qualquer linha pode incluir a empatia em seus tratamentos, principalmente em tempo de pandemia, quando os terapeutas devem adaptar suas  demandas às necessidades do momento. “A empatia, que deve ser demonstrada durante a psicoterapia, significa capacidade de compreender, compartilhar e considerar sentimentos, necessidades e perspectivas de alguém para a outra pessoa se sentir validada. A empatia cognitiva é ativada deliberadamente e a empatia afetiva é ativada automaticamente e uma pode levar à outra, relata o médico. Sobre a compaixão, que não significa pena ou dó, o psiquiatra falou da importância do psicoterapeuta conhecer o sentimento do paciente para reconhecer suas necessidades.

“Terapia de Aceitação e Compromisso”. Este foi o tema do professor Amaury Cantilino, que iniciou sua palestra contando um pouco da história dos fundamentos comportamentais desde John Watson, em 1913, passando pelas terapias argumentativas, cognitivas e até os modelos integrativos, cada um com suas especificidades. Para o psiquiatra, na terapia de aceitação e compromisso, o sofrimento psicológico não é consequência da atividade cognitiva ou da emoção em si, mas da maneira com a qual a pessoa se relaciona com eles e com seus eventos internos. É a aceitação daquilo que está fora do nosso controle e o compromisso em praticar ações que tornam a vida mais significativa e “uma vida significativa não depende daquilo que desejamos, mas daquilo que fazemos”, encerra o palestrante.

 

 

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